O presidente da Gerp Mercadologia, Gabriel Pazos, avalia que Flávio Bolsonaro (PL) chega como favorito à reta final do segundo turno contra o presidente Lula (PT), mas considera precipitado tratar a eleição como definida. Em entrevista à CNN Brasil, publicada nesta quinta-feira (22), ele destacou que a vantagem registrada nas pesquisas ainda permite uma disputa apertada até domingo (25).
A Gerp, instituto que mais se aproximou do resultado do primeiro turno entre os levantamentos citados pela CNN, divulgou nesta semana pesquisa com Flávio marcando 53% dos votos válidos e Lula, 47%. O levantamento ouviu 2.400 eleitores entre os dias 19 e 21 de outubro, por telefone, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03835/2026.
Questionado sobre o favoritismo, Pazos afirmou que os levantamentos disponíveis colocam Flávio à frente, mas fez uma ressalva: “Ele automaticamente se torna o favorito, mas isso não significa que já ganhou”. Segundo ele, ainda existe um grupo de eleitores que apoiou outros candidatos no primeiro turno e não definiu completamente o voto, especialmente entre os que escolheram Augusto Cury, Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
Na avaliação do presidente da Gerp, há também uma “onda de conservadorismo no país”, que, somada ao desgaste da imagem de Lula e à percepção negativa sobre a economia, ajuda a explicar o desempenho de Flávio. Pazos considera o custo de vida o principal fator da eleição, seguido pela violência. Para ele, despesas recorrentes, como supermercado, escola e serviços, têm impacto direto sobre a decisão do eleitor.
Pazos também descarta uma migração relevante de votos diretamente entre Lula e Flávio, devido ao alto grau de polarização. Na sua leitura, o segundo turno tende a ser decidido principalmente pelos eleitores que votaram em outros candidatos na primeira etapa. Apesar do cenário favorável a Flávio apontado por ele, o pesquisador reforçou à CNN que a disputa segue aberta e que declarações de apoio, isoladamente, não garantem a vitória.

