A dívida bruta do governo brasileiro ficou em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, mesmo percentual registrado em agosto e o maior nível desde 2021. O saldo chegou a R$ 11,1 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
No acumulado de 2026, a dívida avançou 4,3 pontos percentuais do PIB. Segundo o BC, o movimento foi influenciado principalmente pela incorporação dos juros, que acrescentou 7,2 pontos percentuais à dívida no período, além das emissões líquidas. O crescimento do PIB nominal atuou no sentido contrário.
As despesas com juros do setor público somaram R$ 107,5 bilhões apenas em setembro. Em 12 meses, chegaram a R$ 1,205 trilhão, o equivalente a 8,99% do PIB, maior proporção desde 2016.
A dívida líquida também avançou e atingiu 70% do PIB, ou R$ 9,4 trilhões. Já o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, contra resultado negativo de R$ 17,5 bilhões no mesmo mês de 2025.

