O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta terça-feira (15) a sessão extraordinária sobre os desdobramentos do caso Banco Master sem decidir se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Após quase oito horas de discussão, Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento.
Antes de chegar ao mérito, os ministros passaram a discutir uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para que os procedimentos envolvendo Moraes e André Mendonça fossem analisados conjuntamente. O placar provisório terminou em 4 a 3 pela manutenção dos casos separados. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação, enquanto Gilmar Mendes, Moraes e Cristiano Zanin defenderam a análise conjunta.
A sessão também expôs a divisão interna do Supremo, com discussões entre ministros sobre a condução das investigações. Moraes contestou a legalidade da apuração que revelou mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, ao seu telefone e classificou o relatório da Polícia Federal como uma “tentativa de vingança”. Mendonça rejeitou as acusações e sustentou que não houve irregularidade na atuação da PF.
Com o pedido de vista de Dino, a discussão fica suspensa e poderá ser retomada em até 90 dias. O julgamento específico envolvendo a conduta de André Mendonça está previsto para o dia 23 de setembro.

