A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou, em primeira votação, uma reforma constitucional que impede partidos de oposição de disputar eleições e amplia de seis para sete anos o mandato dos copresidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo. O Congresso é controlado pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).
A mudança também aumenta para sete anos os mandatos de outros cargos eletivos e dos chefes do Exército e da Polícia. Para entrar em vigor, o texto deverá ser ratificado em uma segunda legislatura, prevista para começar em 18 de janeiro de 2027.
A reforma atinge opositores classificados pelo governo como “golpistas” ou “traidores da pátria”, além de exilados acusados pelo regime de defender sanções internacionais ou intervenção estrangeira.
Em julho, Ortega já havia declarado que não haveria novas eleições para impedir que a oposição voltasse ao poder. O anúncio foi criticado por países da região, incluindo Brasil e Chile. Em 2024, outra reforma já havia ampliado o mandato presidencial e transformado Murillo em copresidente.

