A Justiça Federal determinou a indisponibilidade de cerca de R$ 387,6 milhões em bens imóveis de empresas investigadas pela contaminação ambiental na região da Praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (20) e atende a um pedido da Polícia Federal.
A medida foi determinada pela 17ª Vara Federal Criminal da Bahia no âmbito da Operação Mar Vivo. O objetivo é preservar patrimônio suficiente para uma eventual reparação dos danos ambientais identificados durante as investigações.
Segundo laudo pericial da PF, os R$ 387,6 milhões representam o custo mínimo estimado para ações de contenção, remediação e recuperação da área atingida. As apurações identificaram contaminação do solo, das águas subterrâneas, da faixa de areia e do ambiente marinho por substâncias potencialmente poluentes, incluindo compostos nitrogenados e metais pesados.
O caso começou a ser investigado após moradores relatarem o aparecimento de líquidos de coloração azulada, amarelada e esverdeada na praia. Exames posteriores apontaram níveis elevados de substâncias e indícios de uma fonte ativa de contaminação, com riscos para a biodiversidade, a saúde coletiva e atividades como pesca artesanal e mariscagem.
A investigação continua para determinar a origem, a extensão dos danos e as responsabilidades das empresas envolvidas. Os investigados poderão responder por crimes ambientais, entre eles poluição capaz de causar danos à saúde ou ao ecossistema.

