Uma reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (18) revelou novos detalhes da investigação contra integrantes da Bamor, principal torcida organizada do Bahia. Dez pessoas ligadas à presidência e à diretoria da entidade estão presas preventivamente sob acusação de envolvimento em sessões de tortura contra duas vítimas dentro da sede da torcida, em Salvador.
Segundo a apuração exibida pelo programa, as agressões teriam ocorrido após suspeitas internas de desvio de dinheiro. Uma das vítimas, que fazia parte da Bamor havia 18 anos e trabalhava no cadastro de associados, relatou ter sido agredida com martelo, faca e taco de beisebol, além de sofrer sufocamento. Outra afirmou ter sido espancada e obrigada a fornecer senhas bancárias, com retirada de mais de R$ 5 mil de sua conta.
A reportagem também mostrou mensagens de áudio atribuídas ao presidente da Bamor, Matheus Pires Castro, que, segundo a investigação, indicariam o planejamento das agressões. Durante a Operação Inquisição, realizada no fim de setembro, foram apreendidos na sede da torcida martelos, alicate e um taco de beisebol, objetos que teriam sido reconhecidos pelas vítimas.
O Ministério Público da Bahia denunciou dez integrantes da organizada por crimes como tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia original também apontava organização criminosa, mas uma decisão posterior determinou que o processo deixasse a vara especializada e fosse encaminhado para uma Vara de Crimes Comuns de Salvador.
Em nota, a Bamor afirmou que “não apoia nem compactua com condutas ilícitas” e defendeu que eventuais responsabilidades sejam apuradas individualmente. A defesa de Matheus Pires e do vice-presidente Luciano Venâncio sustenta que os dois são inocentes e afirma que as medidas judiciais cabíveis estão sendo adotadas.
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