A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos brasileiros à base de semaglutida, princípio ativo associado às chamadas canetas emagrecedoras e também utilizado no tratamento do diabetes tipo 2. Os registros foram publicados nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU).
A decisão havia sido tomada na quinta-feira (13) e contempla os laboratórios EMS e Germed. A EMS recebeu autorização para comercializar uma versão genérica da semaglutida, enquanto a Germed teve aprovado o Semaclique, classificado como medicamento similar.
Os dois registros foram concedidos na modalidade conhecida como “clone”, quando um medicamento utiliza como referência um produto que já passou pela avaliação da Anvisa. No caso dos genéricos, devem ser mantidos o mesmo princípio ativo, concentração, dose e forma farmacêutica do medicamento de referência. Os similares também precisam comprovar eficácia e segurança, embora possam apresentar diferenças em itens como embalagem e excipientes.
A EMS terá quatro apresentações de semaglutida em solução injetável para aplicação subcutânea, com concentração de 1,34 mg/ml, acompanhadas de caneta aplicadora e agulhas. O Semaclique, da Germed, também foi autorizado em quatro apresentações com a mesma concentração.
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1. A substância atua no controle da glicose e aumenta a sensação de saciedade. As indicações específicas dependem do medicamento e da autorização concedida pela Anvisa.
A liberação amplia a concorrência no mercado brasileiro após o fim da exclusividade de patente da semaglutida. Em maio, a Anvisa já havia autorizado o Ozivy, da EMS, primeira caneta nacional de semaglutida sintética aprovada pela agência. Em julho, outros cinco medicamentos com o princípio ativo receberam registro.
As resoluções publicadas nesta segunda não informam os preços nem quando as novas versões começarão a ser comercializadas. Os registros têm validade de 24 meses.

