O Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu à Justiça a condenação do apresentador Marcelo Castro, do programa Alô Juca, no processo conhecido como “Golpe do Pix”. Nas alegações finais, o órgão defendeu regime inicialmente fechado e penas acima do mínimo legal. Somados os limites máximos dos crimes atribuídos ao jornalista, a pena pode chegar a 61 anos. A definição, porém, caberá à Justiça, que ainda não julgou o caso.
Castro responde por apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de capitais. Segundo o MP-BA, o grupo teria arrecadado cerca de R$ 540 mil em doações feitas por telespectadores entre setembro de 2022 e fevereiro de 2023, quando ele trabalhava na Record Bahia. Aproximadamente R$ 407 mil teriam sido desviados das pessoas em situação de vulnerabilidade beneficiadas pelas campanhas.
A acusação sustenta que foram identificados 12 casos com dinâmica semelhante e aponta Marcelo Castro como principal beneficiário dos valores desviados. O Ministério Público também pediu a condenação de outros 11 réus, entre eles Jamerson Oliveira, atual editor-chefe do Alô Juca, além de indenização de R$ 1 milhão às vítimas.
Marcelo Castro nega as acusações. À Folha de S.Paulo, o apresentador afirmou não ter participado de organização criminosa e sustentou que os recursos arrecadados foram repassados às pessoas que necessitavam.

