O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou dez integrantes ligados à direção da Bamor, torcida organizada do Bahia, pelos crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A denúncia foi apresentada pelo Gaeco na sexta-feira (2), como desdobramento da Operação Inquisição.
Entre os denunciados estão o presidente da Bamor, Matheus Pires Castro, o vice-presidente Luciano da Silva Venâncio, diretores da entidade e o policial militar Fernando Santana Esquivel. Todos permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Segundo o MP-BA, duas pessoas teriam sido submetidas a violência física e psicológica na sede da torcida, em julho, para que confessassem supostas irregularidades relacionadas à gestão de associados. A acusação sustenta que os investigados atuavam de forma coordenada e com divisão de funções.
Além das condenações pelos crimes atribuídos a cada denunciado, o Ministério Público pede a manutenção das prisões preventivas, indenizações por danos materiais e morais às vítimas e R$ 2 milhões por danos morais coletivos. Em nota divulgada anteriormente, a Bamor afirmou que não compactua com condutas ilícitas, defendeu a individualização das responsabilidades e disse confiar no devido processo legal e na presunção de inocência.

