A organização pró-vida americana Live Action foi ameaçada com uma ação judicial após classificar o aborto como um ato de matar uma criança ainda não nascida. O grupo recebeu em julho uma notificação extrajudicial da Amplify Legal, braço jurídico da organização Abortion in America, que representa 13 pessoas citadas em conteúdos publicados pela entidade.
A Amplify Legal acusa a Live Action de divulgar afirmações falsas e difamatórias sobre mulheres que recorreram ao aborto após diagnósticos fetais graves ou fatais. Segundo a notificação, algumas publicações teriam apresentado essas mulheres como responsáveis pela morte dos próprios filhos e contribuído para ameaças dirigidas a elas.
A notificação exigia a retirada dos materiais questionados e a publicação de um pedido de desculpas. A Live Action rejeitou as exigências e sustenta que a linguagem empregada está protegida pela liberdade de expressão prevista na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Fundadora da organização, Lila Rose afirmou que o grupo continuará descrevendo o aborto de acordo com sua posição pró-vida. “Aborto é um ato de matar. Ele encerra deliberadamente a vida de uma criança humana viva”, declarou.
A defesa da Live Action está a cargo da Thomas More Society, organização jurídica ligada a causas envolvendo vida, família e liberdade religiosa. Os advogados afirmam que a entidade não retirará seu conteúdo nem deixará de defender publicamente que o aborto encerra uma vida humana.
Até o momento, a disputa está na fase extrajudicial, e não há decisão judicial proibindo a Live Action de utilizar esses termos.

