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El Niño pode ser o mais intenso desde 1950 e deve reduzir chuvas no Nordeste

Cenário preocupa Bahia e outros estados nordestinos a partir de outubro

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Imagem gerada por IA

O El Niño que atua atualmente no Oceano Pacífico pode se tornar o mais intenso já registrado desde 1950. A nova projeção da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta 69% de probabilidade de o fenômeno alcançar um nível histórico entre outubro e dezembro deste ano.

Segundo a agência americana, há ainda mais de 90% de chance de o El Niño atingir a categoria “muito forte” durante a primavera e o verão de 2026/2027. As temperaturas das águas do Pacífico podem registrar anomalias iguais ou superiores a 2,5°C.

No Brasil, os efeitos devem variar de acordo com a região. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê continuidade de chuvas acima da média no Sul, enquanto Norte e Nordeste poderão enfrentar precipitações mais irregulares e volumes abaixo da média principalmente a partir de outubro.

O cenário coloca a Bahia entre os estados que precisarão acompanhar com atenção a evolução do fenômeno nos próximos meses. Períodos prolongados com chuvas abaixo da média podem pressionar a agricultura e os níveis de rios e reservatórios, especialmente em áreas mais vulneráveis à estiagem.

O Inmet destaca que o acompanhamento dos reservatórios, da produção agrícola e das condições hidrológicas será necessário para avaliar os impactos efetivos do fenômeno. Os órgãos federais responsáveis pelo monitoramento climático devem atualizar mensalmente as projeções.

As temperaturas das águas do Pacífico podem registrar anomalias iguais ou superiores a 2,5°C


Fenômeno já ganhou força

O atual episódio de El Niño começou em junho e ganhou intensidade em julho. Na região leste do Pacífico Equatorial, as anomalias da temperatura da superfície do mar já ultrapassaram 2°C.

Os primeiros efeitos no Brasil já apareceram no Sul, onde algumas localidades registraram em julho volumes de chuva entre 30% e 90% superiores à média histórica.

A previsão é de que o El Niño permaneça ativo pelo menos até março de 2027. Apesar da possibilidade de um evento excepcionalmente forte, especialistas ressaltam que a intensidade do aquecimento do Pacífico aumenta a probabilidade de impactos típicos do fenômeno, mas não permite prever com precisão como cada estado ou município será afetado.

Escrito por
Redação

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