A Bahia aparece em segundo lugar entre os estados com mais ocorrências na nova atualização da chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O balanço nacional aponta oito registros no estado, atrás apenas de Minas Gerais, que teve 19. Ao todo, 82 novos empregadores foram incluídos no cadastro em todo o país.
No detalhamento divulgado pela Inspeção do Trabalho na Bahia, foram relacionados sete casos, envolvendo cinco pessoas físicas e duas pessoas jurídicas, com dez trabalhadores resgatados. Quatro ocorrências foram registradas em áreas urbanas: trabalho doméstico em Poções e Vitória da Conquista, construção civil em Camaçari e atividade ligada ao armazenamento de carvão vegetal em Lauro de Freitas. Os outros casos ocorreram em propriedades rurais de Itacaré, Itajuípe e Itapicuru.
Em Camaçari, trabalhadores de uma obra estavam alojados de forma improvisada nos próprios imóveis em construção. Já em Lauro de Freitas, a fiscalização encontrou trabalhadores dormindo em redes ou lençóis colocados no chão, além da falta de registro, equipamentos de proteção e condições adequadas de higiene.
No Brasil, os 82 novos registros envolvem 553 trabalhadores e foram identificados em fiscalizações realizadas entre 2024 e 2026. O cadastro é atualizado a cada seis meses e os nomes permanecem publicados por dois anos após a conclusão do processo administrativo, com direito a defesa e contraditório.

