O tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7), em Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), ele teria recebido R$ 286 mil para favorecer uma milícia armada que atuava na região de Correntina. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Terra Justa.
A Justiça recebeu denúncia do MP-BA contra o oficial por corrupção passiva militar. As investigações apontam repasses frequentes, geralmente de R$ 15 mil por mês, além do pagamento da faculdade da filha do policial e de outras despesas pessoais. De acordo com a acusação, os valores teriam sido pagos para que o tenente-coronel deixasse de combater as atividades do grupo.
O dinheiro teria sido repassado pelo sargento da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos, condenado em agosto a seis anos e oito meses por formação e manutenção de milícia privada armada. Segundo o MP-BA, o grupo atuou por mais de dez anos em Correntina, prestando segurança irregular para proprietários rurais e intimidando comunidades tradicionais em disputas por terras.
Normanha comandou até 2023 a 30ª Companhia Independente da PM, em Santa Maria da Vitória. Ele já havia sido alvo da segunda fase da Operação Terra Justa, em setembro de 2025, quando foi preso em flagrante por posse ilegal de arma e liberado após audiência de custódia. Na ocasião, a defesa afirmou que acompanharia o processo e adotaria as medidas necessárias para o esclarecimento dos fatos.

