A Polícia Federal pediu autorização para realizar busca e apreensão contra ACM Neto (União Brasil), candidato ao Governo da Bahia, no âmbito da Operação Overclean. A informação foi revelada nesta quinta-feira (17) pela repórter Natália Portinari, do UOL. O pedido teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a apuração do UOL, a PF investiga suspeitas de envolvimento de Neto em um esquema de favorecimento de empresários em licitações públicas e pagamento de propina. Uma das linhas da investigação envolve a suspeita de que o ex-prefeito de Salvador teria participado da indicação de um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de beneficiar empresários em contratos. As suspeitas estão sob investigação e não representam conclusão sobre eventual responsabilidade do candidato.
Nunes Marques considerou que não havia elementos suficientes para autorizar a busca. Com a decisão, ACM Neto não está entre os alvos dos mandados cumpridos nesta quinta pela nova fase da Operação Overclean.
A ação da PF cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. Esta etapa investiga possíveis fraudes em contratos na área de educação da Prefeitura de Belo Horizonte, que somam cerca de R$ 80 milhões entre 2024 e 2025.
A Operação Overclean apura desde 2024 suspeitas de desvios de recursos públicos, fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação continua em andamento.

