A greve dos trabalhadores dos Correios continua por tempo indeterminado e pode afetar entregas e atendimento nas agências a partir desta segunda-feira (14). A paralisação começou na quinta-feira (10), após funcionários rejeitarem a proposta apresentada pela estatal para o novo acordo coletivo.
Sem acordo, os Correios recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) na sexta-feira (11) e pediram a abertura de dissídio coletivo. A empresa quer que a Justiça analise a legalidade da paralisação e determine a retomada dos serviços. A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect), por outro lado, orientou a manutenção e a intensificação da greve a partir desta segunda.
O plano de saúde está no centro do impasse. A proposta da empresa previa reajuste de 100% do INPC nos salários e principais benefícios, além da manutenção da maior parte das cláusulas do acordo anterior, mas deixou para uma comissão a discussão sobre o futuro do modelo de gestão e custeio da assistência médica. Os sindicatos consideraram que não havia garantia suficiente para preservar as condições atuais.
Na Bahia, os trabalhadores também aprovaram a greve. A paralisação ocorre em meio à crise financeira dos Correios, que registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026 e buscam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões para financiar o plano de reestruturação da estatal.

