A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) discutiu uma série de propostas envolvendo questões políticas, doutrinárias e de atendimento aos membros durante a 41ª Reunião Ordinária do Supremo Concílio, realizada entre 26 de julho e 2 de agosto, em Manaus. O encontro reuniu representantes de todo o país e analisou cerca de 160 documentos.
Entre os temas que ganharam repercussão está uma proposta relacionada à filiação de membros da denominação a partidos de orientação marxista, comunista ou oficialmente ateia. Os documentos submetidos ao concílio também abordaram a participação das mulheres em determinadas atividades da igreja e a criação de orientações para atendimento psicológico.
O Supremo Concílio é a instância máxima de deliberação da IPB e possui competência para definir normas e posicionamentos que alcançam as igrejas vinculadas à denominação. A instituição reúne aproximadamente 703 mil membros e mais de 6,3 mil igrejas, congregações e pontos de pregação no Brasil.
A discussão sobre posicionamentos políticos não é inédita. Em 2022, o Supremo Concílio analisou uma proposta que buscava declarar a incompatibilidade entre a fé presbiteriana e ideologias marxistas. Na ocasião, a medida não foi aprovada, e prevaleceu o entendimento de que os membros têm liberdade de escolha política, orientados pela fé e pela consciência cristã.
A participação feminina também voltou ao centro das discussões. A IPB mantém restrições à ordenação de mulheres para os ofícios eclesiásticos, enquanto diferentes grupos dentro da própria denominação debatem os limites da participação feminina em pregações e outras atividades.
A reunião deste ano também marcou uma mudança histórica no comando da igreja. O reverendo Juarez Marcondes Filho foi eleito presidente do Supremo Concílio, encerrando o período de 24 anos de Roberto Brasileiro Silva à frente da denominação.

