Uma pesquisa do Barna Group revelou que 94% dos pastores protestantes dos Estados Unidos estão preocupados com a possibilidade de ferramentas de inteligência artificial interpretarem a Bíblia de forma equivocada. Entre os cristãos praticantes, o percentual chega a 83%.
Apesar da preocupação, a maioria dos líderes religiosos não defende afastar a tecnologia do estudo das Escrituras. Apenas 5% afirmaram que a IA deveria evitar responder perguntas sobre passagens bíblicas controversas, enquanto 9% disseram que a tecnologia não deveria abordar questões teológicas sobre as quais existem divergências entre estudiosos.
Para 60% dos pastores, diante de uma passagem com diferentes interpretações, a inteligência artificial deveria apresentar as principais correntes e explicar as diferenças entre elas, sem apontar qual seria a correta. Apenas 10% defendem que a ferramenta indique uma interpretação como a melhor resposta.
O levantamento também mostra uma diferença entre líderes e fiéis. Entre os cristãos praticantes, 26% gostariam que a IA apontasse qual interpretação considera a melhor. Na avaliação dos pesquisadores, os pastores demonstram maior preferência pelo uso da tecnologia como ferramenta de apoio ao estudo, e não como autoridade para definir questões de fé.
A pesquisa ouviu 442 pastores protestantes dos Estados Unidos em dezembro de 2025. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. Os dados fazem parte do projeto “State of the Church”, desenvolvido pelo Barna Group em parceria com a Gloo. Confira a pesquisa original do Barna Group.

