Ronaldo Mansur (PSOL) adotou um discurso de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante sabatina da TV Aratu, nesta quarta-feira (5). O candidato ao Governo da Bahia criticou as alianças da gestão estadual e afirmou que o Palácio de Ondina não representa um projeto de esquerda.
Apesar de ter apoiado Jerônimo no segundo turno de 2022, Mansur disse que as sugestões apresentadas pelo PSOL após a eleição não foram incorporadas pelo governo.
“Entregamos uma carta compromisso ao Jerônimo Rodrigues. Essa carta deve ter sido amassada e jogada no primeiro lixeiro que foi achado após a nossa reunião”, declarou.
O candidato também fez críticas às políticas estaduais de segurança, saúde e educação. Para ele, é preciso separar o PT das decisões tomadas pela atual administração.
“Uma coisa é o PT, outra coisa é o governo. É um governo de direita”, afirmou.
Mansur atribuiu esse posicionamento à composição da base governista, formada por partidos como MDB e PSD. Ele citou nominalmente Geddel Vieira Lima e o senador Otto Alencar.
“Quem tem Geddel Vieira Lima ao seu lado não pode fazer uma política de esquerda. Otto Alencar, que é filho do Carlismo, está ao lado do governo Jerônimo. Então, [o governo] não consegue imprimir uma política de esquerda na Assembleia Legislativa”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de apoiar Jerônimo em um eventual segundo turno contra ACM Neto (União Brasil), Mansur evitou antecipar a posição do PSOL.
“Esse cenário eu não vejo. O futuro a gente discute no futuro. Essa pergunta também era bom ser feita ao Jerônimo: em um eventual segundo turno, se ele apoiaria o PSOL?”, respondeu.

