O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação do registro de candidatura à reeleição do deputado estadual Binho Galinha (Avante). A solicitação foi apresentada na sexta-feira (7) e será analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).
A Procuradoria Regional Eleitoral sustenta que investigações apontam o parlamentar como suposto líder de uma organização criminosa armada com atuação na região de Feira de Santana. O pedido cita entendimento recente do Tribunal Superior Eleitoral segundo o qual integrantes de organizações paramilitares ou grupos criminosos organizados não podem participar do processo eleitoral.
Binho Galinha também foi condenado, em primeira instância, a mais de 36 anos e nove meses de prisão por crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento. Entre os delitos estão posse de armas de uso restrito e armamentos com numeração suprimida. A condenação ainda pode ser objeto de recursos.
O deputado é réu em ações relacionadas às operações El Patrón e seus desdobramentos, que investigam suspeitas de lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem, receptação e exploração do jogo do bicho.
O pedido de impugnação não significa que a candidatura já tenha sido barrada. Binho Galinha deverá apresentar defesa, e caberá ao TRE-BA decidir se concede ou não o registro para a disputa de outubro.

