A 12 dias do segundo turno da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (13) a criação do Pé-de-Meia Universitário caso seja reeleito. A promessa prevê o pagamento de R$ 700 mensais durante dez meses, além de depósitos anuais de R$ 2.500 em uma poupança vinculada à conclusão da graduação.
A estimativa inicial apresentada pela campanha é de um custo de R$ 4,6 bilhões. Segundo o ex-ministro da Educação Camilo Santana, os recursos viriam principalmente do Fundo Social do pré-sal. Apesar do anúncio em plena reta final da campanha, ainda não foram detalhados todos os critérios para escolha dos beneficiários, o cronograma de implantação nem a forma de distribuição dos recursos.
A primeira etapa seria destinada a estudantes de baixa renda matriculados em universidades públicas e bolsistas do ProUni. Segundo estimativas divulgadas pela Folha de S.Paulo, uma eventual ampliação para 1,8 milhão de estudantes das instituições públicas poderia elevar o custo para R$ 17,9 bilhões anuais. Com a inclusão de cerca de 434 mil bolsistas do ProUni, a despesa poderia chegar a R$ 22 bilhões por ano.
A promessa ocorre enquanto o atual Pé-de-Meia, destinado principalmente a estudantes do ensino médio público, já representa cerca de R$ 12 bilhões anuais. Em setembro, o governo também defendia estudos para ampliar o alcance do programa atual, sem apresentar à época o impacto financeiro da expansão.
O anúncio universitário só teria início em 2027 e está condicionado à vitória de Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro. A proposta, portanto, ainda é uma promessa eleitoral e dependerá da definição do modelo de financiamento e das medidas necessárias para sua implementação.

