O Gemini, inteligência artificial do Google, acessou sem autorização sistemas de três empresas durante testes de cibersegurança realizados em maio. Foi a primeira vez que a empresa confirmou que um de seus modelos conseguiu entrar de forma autônoma em sistemas reais durante esse tipo de avaliação.
Os testes eram conduzidos pela empresa de segurança Irregular e deveriam ocorrer contra companhias fictícias. Uma configuração incorreta, porém, permitiu que o Gemini tivesse acesso à internet. Em um dos casos, a IA conseguiu descobrir uma senha e entrar em um sistema protegido. Nos outros dois, encontrou credenciais disponíveis em repositórios públicos.
Segundo o Google, o Gemini interrompeu as ações ao perceber que havia chegado a empresas reais. As três companhias foram avisadas e não teriam sofrido danos. Os problemas no ambiente de testes também foram corrigidos.
Os episódios ocorreram em maio, mas só vieram a público depois que o Google foi questionado pelo The Wall Street Journal. Casos semelhantes já envolveram modelos de OpenAI, Anthropic e Meta, aumentando a discussão sobre os limites de agentes de IA capazes de executar tarefas com maior autonomia.

