O fim da escala 6×1 pode provocar aumento de até 23% nas mensalidades escolares no próximo ciclo, segundo estudo encomendado pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).
A estimativa considera um possível repasse de 8% a 11% dos novos custos provocados pela mudança, somado ao reajuste anual das mensalidades, projetado entre 9% e 12%.
No cenário considerado mais provável pelo estudo, o impacto sobre a folha de pagamento das instituições privadas chegaria a R$ 17,3 bilhões por ano. A Confenen estima ainda que entre 450 mil e 720 mil estudantes poderiam deixar escolas particulares e migrar para a rede pública.
O levantamento foi divulgado no momento em que a proposta avança no Senado. Nesta quinta-feira (27), o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à manutenção do texto aprovado pela Câmara.
A proposta reduz a jornada máxima para 40 horas semanais, estabelece dois dias de descanso e mantém os salários. O relatório deverá ser analisado pela CCJ na próxima quarta-feira (2).
A Confenen afirma ser favorável à redução da jornada, mas pede tratamento específico para professores horistas na definição do segundo dia de descanso remunerado.

