Pastores, cantores gospel e influenciadores ligados ao meio evangélico tiveram resultados distintos nas eleições de 2026. Levantamento feito pelo site Comunhão, com base nos registros de candidaturas e nos resultados divulgados pela Justiça Eleitoral, identificou reeleições, derrotas e quedas expressivas de votação entre nomes conhecidos do segmento cristão.
Na Bahia, Pastor Sargento Isidório (Avante) foi um dos principais destaques. Ele recebeu 248.147 votos, foi reeleito e terminou como o deputado federal mais votado do estado. Em São Paulo, Marco Feliciano também renovou o mandato, com 122.119 votos, embora tenha registrado queda em relação aos 220.595 obtidos em 2022. Silas Câmara, no Amazonas, e Pastor Henrique Vieira, no Rio de Janeiro, também foram eleitos.
Outros nomes conhecidos ficaram sem mandato. Cezinha de Madureira recebeu 60.596 votos em São Paulo e não foi eleito. Otoni de Paula terminou como suplente no Rio, com 19.364 votos, depois de ter alcançado 158.507 em 2022. Em Pernambuco, Pastor Eurico obteve 11.257 votos e também ficou fora.
Entre os artistas gospel, Mara Lima foi reeleita deputada estadual no Paraná com 41.133 votos. Davi Sacer recebeu 40.087 votos para deputado federal por São Paulo, mas não conquistou vaga. Cristina Mel teve 8.273 votos no Rio de Janeiro e ficou como suplente. Já a Pregadora Vitória, de 20 anos, chegou a 31.070 votos para deputada federal em São Paulo, mas também não foi eleita.
O levantamento do Comunhão ressalta que não existe no TSE uma classificação oficial de candidatos “evangélicos”. O recorte considera personalidades previamente identificadas com o segmento. O site também apontou redução no uso explícito de títulos religiosos nas urnas: foram 311 candidaturas com termos como “pastor”, “bispo” ou “missionário” em 2026, contra 524 em 2022.

