Flávio Bolsonaro (PL) fez uma transmissão ao vivo na noite de quinta-feira (1º), no horário em que seria realizado o debate presidencial da TV Globo, e voltou a criticar as decisões judiciais que antecederam o cancelamento do encontro. O candidato já havia anunciado que não participaria do programa, alegando “censura” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na live, Flávio responsabilizou Lula (PT) pelo episódio e acusou o presidente de se beneficiar da atuação do Judiciário. “Então o Lula não só não vai ao debate, como ele usa os seus amigos do Judiciário para impor a censura”, afirmou. A acusação de que Lula teria usado integrantes do Judiciário não foi acompanhada de provas apresentadas pelo candidato.
Flávio também voltou a dizer que Lula “fugiu” do confronto e pediu aos eleitores um “voto de revolta” no primeiro turno. Em outro momento, afirmou que o petista será “expulso da Presidência nesse domingo”, em referência à expectativa de derrotá-lo nas urnas. Pesquisas divulgadas na reta final, no entanto, não asseguram vitória de qualquer candidato no primeiro turno.
Horas antes, a ministra Estela Aranha, do TSE, havia proibido a Globo de exibir o púlpito vazio reservado a Lula e de direcionar perguntas ao candidato ausente. O ministro Gilmar Mendes, do STF, também determinou a inclusão de Renan Santos (Missão). Ao cancelar o debate, a Globo afirmou que as decisões de última hora provocaram insegurança jurídica e interferiram nas condições previamente definidas para o encontro.

