A Bahia ficou na última posição do Nordeste em eficiência da gestão pública e ocupa apenas o 21º lugar entre os 26 estados avaliados no Ranking de Eficiência dos Estados, elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. O estado alcançou índice de 0,301, numa escala de 0 a 1.
O levantamento mede quanto os governos conseguem transformar os recursos disponíveis em resultados para a população. Entram no cálculo educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças. A Bahia foi classificada como ineficiente em três dessas áreas: educação, segurança e finanças. Também não aparece entre os dez melhores estados em nenhum dos indicadores.
Os resultados mais críticos estão justamente em serviços que afetam diretamente a população. Na educação, a Bahia teve o pior desempenho do Brasil, com índice de 0,165. Na segurança pública, ficou na penúltima posição nacional, à frente apenas do Acre. Em 2025, o estado registrou taxa de 36,8 homicídios por 100 mil habitantes.
A distância para outros estados nordestinos chama atenção. O Ceará aparece em segundo lugar no ranking nacional, com 0,665, seguido pelo Piauí, em quinto, e pela Paraíba, em sexto. O Ceará alcançou o resultado mesmo tendo a menor receita corrente líquida por habitante do país, segundo o levantamento.
Ao Correio, o pesquisador Adriano Araújo, da Ufba, atribuiu parte do resultado à forma como os recursos são administrados e criticou as escolhas das equipes estaduais. Segundo ele, a Bahia chegou a um “ponto muito crítico” na capacidade de transformar investimento público em melhorias para a população.

