A importância da Bahia para a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou no radar da imprensa internacional. Em reportagem publicada na última terça-feira (22), o jornal americano The Washington Post destacou o peso do eleitorado baiano para Lula e os riscos de o petista não repetir no estado a vantagem registrada em 2022.
A reportagem, produzida pela Associated Press e publicada pelo Washington Post, lembra que Lula recebeu mais de 6 milhões de votos na Bahia no segundo turno de 2022, contra cerca de 2,3 milhões de Jair Bolsonaro. A diferença de aproximadamente 3,7 milhões de votos no estado superou a vantagem de Lula no resultado nacional daquela eleição, que ficou em cerca de 2,1 milhões.
Segundo a publicação internacional, o cenário de 2026 traz desafios para a manutenção dessa vantagem. A violência aparece como um dos principais pontos de desgaste abordados pela reportagem, que cita indicadores de segurança pública e relatos de eleitores. O texto também chama atenção para a possibilidade de abstenção entre baianos que votaram em Lula há quatro anos.
O Washington Post não projeta o resultado da eleição nem afirma que Lula perderá a Bahia. A reportagem, no entanto, ressalta a relevância do desempenho do presidente no estado para sua votação nacional, colocando a Bahia no centro da cobertura internacional a poucos dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

