A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a entrega e o posterior cancelamento de seus passaportes brasileiros. Em outra petição, os advogados pedem que Moraes seja declarado impedido de conduzir o inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
No recurso contra as medidas cautelares, a defesa afirma que não havia elementos suficientes para sustentar risco de saída do país e questiona a suspeita de vínculo financeiro entre Flávio e Tomaz. Os advogados citam documento do Santander que, segundo eles, afastaria relação financeira direta entre os dois. Caso Moraes não reconsidere a decisão, o pedido é para que o recurso seja analisado pela Primeira Turma do STF.
Já no pedido de impedimento, encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, a defesa sustenta que Moraes teria utilizado uma aeronave pertencente a uma empresa ligada a pessoas citadas na investigação. Os advogados argumentam que essa circunstância poderia comprometer a imparcialidade do ministro. A alegação ainda será analisada pelo Supremo e não representa reconhecimento de impedimento.
A defesa também pede que o inquérito seja transferido para André Mendonça, sob o argumento de que parte das provas teria origem em investigação anteriormente relatada pelo ministro. Flávio está nos Estados Unidos desde a semana passada. A Polícia Federal informou que o cancelamento dos passaportes, por si só, não o torna foragido nem autoriza automaticamente sua prisão.

