Os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) criticaram, em entrevistas à imprensa na noite desta quinta-feira (1º), o cancelamento do debate presidencial da TV Globo. Os três já estavam nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, quando a emissora anunciou que o encontro não seria realizado.
Zema criticou a atuação do Judiciário e atribuiu as decisões tomadas antes do debate a uma tentativa de favorecer Lula. “O Judiciário faz política no Brasil”, afirmou. Em outro momento, disse que o país vive uma situação de “total insegurança política”. As declarações foram dadas após decisões do TSE e do STF modificarem regras do encontro poucas horas antes da transmissão.
Caiado adotou tom semelhante e classificou o cancelamento como “um atentado à democracia brasileira”. O candidato também responsabilizou Lula pelo impasse. “Lula provocou tudo isso. Foi o fator determinante de tudo isso”, declarou aos jornalistas. O presidente havia decidido não participar do debate e concedeu entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário.
Augusto Cury direcionou as críticas ao Supremo Tribunal Federal. “Essa insegurança jurídica tem que terminar”, afirmou durante coletiva. Segundo ele, o STF ganhou um protagonismo “completamente desproporcional”. A Globo informou que cancelou o debate depois de decisões judiciais de última hora alterarem regras previamente acertadas para o programa.

