A TV Globo cancelou o debate entre os candidatos à Presidência da República que seria realizado na noite desta quinta-feira (1º), a três dias do primeiro turno. A emissora tomou a decisão após receber duas determinações judiciais que alteraram, poucas horas antes da transmissão, regras definidas para o encontro.
A primeira decisão, da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a Globo de manter no cenário o púlpito identificado com o nome de Lula (PT), que havia informado que não participaria. A magistrada também impediu que os candidatos presentes formulassem perguntas dirigidas ao presidente durante sua ausência.
Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Renan Santos (Missão) fosse incluído no debate. O candidato havia ficado fora da lista inicial da emissora e teve pedidos anteriores negados pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e pela ministra Cármen Lúcia, do STF.
Flávio Bolsonaro (PL), que estava confirmado, também anunciou nesta quinta que não compareceria, atribuindo a decisão ao que chamou de “censura” do TSE. Segundo a Globo, as decisões judiciais de última hora modificaram as condições previamente acertadas para a realização do debate e provocaram insegurança jurídica. O programa estava previsto para começar às 21h30.

