O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou que um grupo político ligado ao senador Jaques Wagner (PT) na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês em supostas vantagens indevidas. A informação foi revelada nesta sexta-feira (25) pela jornalista Natália Portinari, do UOL.
Segundo a reportagem, Vorcaro relacionou os pagamentos à operação do Credcesta, cartão de crédito consignado que ganhou espaço entre servidores públicos baianos. O ex-banqueiro, porém, afirmou que não presenciou o suposto acerto e que soube dele por meio do ex-sócio Augusto Lima. Lima nega a acusação.
O relato consta de uma proposta de colaboração premiada que não foi aceita pela Polícia Federal nem pela Procuradoria-Geral da República. Segundo o UOL, PF e PGR consideraram insuficientes os elementos apresentados para confirmar as acusações feitas por Vorcaro.
Wagner já é investigado em outra frente do caso Master. Em junho, a PF apontou o senador como suposto beneficiário de pelo menos R$ 8,35 milhões em vantagens econômicas indevidas em troca de atuação de interesse do banco. O petista nega ter recebido qualquer vantagem irregular.

