O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira (17) que existe uma “ação orquestrada” para interferir na eleição estadual. A declaração foi feita após a revelação, pela repórter Natália Portinari, do UOL, de que a Polícia Federal pediu autorização para realizar busca e apreensão contra o ex-prefeito no âmbito da Operação Overclean. A medida teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A Justiça impediu que se consumasse um fato absurdo que tentaram fazer contra mim. Um novo episódio torna ainda mais claro que há uma ação orquestrada para interferir no processo eleitoral, com a criação de fatos falsos e mentirosos, tentando associar o meu nome a operações suspeitas nas quais eu não tive nenhum envolvimento”, declarou Neto.
O candidato sustentou que, desde o início da Overclean, em dezembro de 2024, não foi apontada qualquer conduta ilícita praticada por ele. A atual etapa da investigação apura suspeitas relacionadas a contratos públicos em Belo Horizonte. Neto também afirmou que pretende reagir judicialmente às acusações e disse enxergar motivação eleitoral na divulgação das informações a pouco mais de duas semanas do primeiro turno.
Sem apresentar provas de uma articulação institucional contra sua candidatura, Neto relacionou o episódio aos seus adversários políticos e às investigações que atingem nomes ligados ao PT baiano. “Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do Estado há 20 anos, e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder. Um grupo que faz de falsas acusações o seu principal eixo estratégico”, afirmou.
O pedido da PF contra ACM Neto foi rejeitado pelo STF e, por isso, ele não foi alvo das buscas realizadas nesta quinta. O candidato disse que o episódio não mudará sua agenda e que continuará percorrendo a Bahia até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

