A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a adoção de medidas ostensivas contra ACM Neto (União Brasil) e o presidente nacional do partido, Antonio Rueda, nas investigações sobre o Banco Master. A informação foi revelada nesta sexta-feira (4) pelo jornal O Globo.
O posicionamento da PGR ganha relevância após Alexandre de Moraes pedir a investigação do ministro André Mendonça por suposto abuso de autoridade e favorecimento político. Entre os argumentos apresentados por Moraes está a acusação de que Mendonça teria adotado tratamento diferente em relação a ACM Neto e Rueda.
Segundo relatório da Polícia Federal citado por Moraes, Mendonça teria considerado, em reunião realizada em 13 de agosto, que ACM Neto aparentava atuar dentro dos limites legais na representação de interesses. A PF também questionou a sugestão do ministro de separar as apurações envolvendo Neto e Rueda.
A revelação de que a própria PGR se posicionou contra medidas ostensivas acrescenta um novo elemento à disputa sobre a condução do caso e os critérios usados nas investigações. ACM Neto já afirmou anteriormente que os serviços prestados por sua empresa ao Banco Master foram legais, transparentes e devidamente executados.

