A Colômbia volta a ser governada pela direita nesta sexta-feira (7), com a posse de Abelardo de la Espriella para um mandato de quatro anos. Ele sucede Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história recente do país, e chega ao poder com a promessa de mudar parte das políticas adotadas pela gestão anterior.
De la Espriella venceu o segundo turno de junho em uma disputa apertada contra Iván Cepeda, candidato apoiado por Petro. O novo presidente obteve 49,66% dos votos, contra 48,70% do adversário. A vitória também reforçou o movimento de avanço da direita observado em outros países da América Latina.
Uma das principais mudanças anunciadas será na segurança pública. De la Espriella pretende substituir a política de negociação com grupos armados, conhecida como “paz total”, por uma estratégia de maior enfrentamento militar contra organizações que não aceitarem entregar as armas.
“Em meu governo não haverá ofertas generosas nem concessões inaceitáveis como as que receberam do regime que está chegando ao fim”, afirmou o novo presidente.
Na economia, ele prometeu reduzir o tamanho do Estado, cortar despesas e diminuir impostos, além de retomar projetos de petróleo e gás interrompidos durante o governo Petro. O desafio será enfrentar uma inflação que chegou a 6,14% no acumulado até junho e um déficit fiscal equivalente a 6,4% do PIB em 2025.
A posse será realizada em Cali, e não em Bogotá, como tradicionalmente ocorre, em meio a um forte esquema de segurança. Mais de 11 mil policiais e militares foram mobilizados após atentados e ameaças atribuídas a grupos armados. Autoridades colombianas também localizaram, nesta semana, um ônibus carregado com cerca de 420 quilos de explosivos em uma região próxima à cidade.

